<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829</id><updated>2012-02-16T18:01:56.733-08:00</updated><title type='text'>Orlando Diniz</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-7870201630846515226</id><published>2012-01-30T10:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T11:05:15.570-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ao sangrarem pela primeira vez os morangos, logo se sabe: sangrarão a todo tempo, tal qual uma menina que não escapa de vinte e oito em vinte oito dias. &lt;br /&gt;Há de chegar a hora.&lt;br /&gt;O ciclo da mulher se interrompe no decorrer das décadas.&lt;br /&gt;Os morangos, estes continuam a jorrar vermelho, embora em diversificados tons.&lt;br /&gt;É provável que eu tenha me enganado quanto ao mofo dos morangos, talvez Caio também. Demora-se um pouco pra entender: não é uma questão de fase - deslocada para o ontem-, é uma constante vermelhidão que mancha e dá licença a todo o porvir.&lt;br /&gt;Morangos não mofam, não tem temporada, tampouco estampam a última página de um romance. Eles são inícios, eternos desvelos. Uma vez que sangram, o que resta é sangrar, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;indeed forever&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-7870201630846515226?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7870201630846515226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7870201630846515226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2012/01/ao-sangrarem-pela-primeira-vez-os.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-1381414200938694324</id><published>2012-01-14T06:58:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T05:04:42.896-08:00</updated><title type='text'>Com vírgula e com amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RGeakAP60jQ/TxGcuzTlORI/AAAAAAAAAME/-C9aeXdNchU/s1600/ZZ15B4914F.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 247px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RGeakAP60jQ/TxGcuzTlORI/AAAAAAAAAME/-C9aeXdNchU/s320/ZZ15B4914F.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697507331460643090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde então ela passou a cheirar. Até hoje me recordo daquele inverno: eu disse quer ela disse quero eu franzi o cenho ela bateu duas carreiras e dançamos Bowie até amanhecer, desvairados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio da sala parou novamente, merda, só assim posso fingir enganar os ponteiros, merda, tenho uma entrevista de emprego marcada pras oito da manhã e exatamente às quatro e trinta  Isabel está sentada no meu sofá, uma taça de vinho na mão e um Hollywood vermelho na outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fala, mulher, que que te deu pra bater na minha casa desse jeito, essa hora, maquiagem borrada, cabelo desgrenhado, filtro amarelo? Anda, diz logo, que que te deu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- To confusa, cara, to confusa.  Não precisa conversar se não quiser. Só me empresta seu ouvido, seu blusão pra sujar de lágrima, seu sofá pra curar a ressaca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel estava ótima, apesar do choro. O cabelo negro brilhante, curto, ainda não chegava aos ombros; a blusa entreaberta de tom avermelhado; o delineador dos olhos sempre intacto, mesmo que chovesse no caminho. Na verdade, Isa estava em aflição, não transparecia ódio, mágoa, dor, nada, nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece que o Val e a Bia terminaram e desde então fui invadida por uma felicidade desconhecida, não esperançosa, desconhecida apenas. Porra, faz três anos que terminamos, passamos por todas as fases, todos os ciclos, inclusive o se-você-tá-feliz-eu-tô-feliz. To ligando pra ele há horas, preciso dizer pelo menos um “oi, Val, lamento por vocês mas enfim agora vamos poder tomar uma cerveja juntos e trocar umas idéias literárias”. E o Leo, não te disse? Sempre o encontro em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pubs&lt;/span&gt; ou em festas, cada vez mais bonito. Adoro como ele se veste, adoro nossos assuntos, adoro sua arte. Uma pena eu estar quase sempre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;on drugs&lt;/span&gt; quando nos vemos. Mas duvido se cheguei a te contar da Anna, lembra dela? Ela é a única que ainda me desperta desejo, acontece. Depois daquela noite, fujo dela como diabo foge da cruz, uma merda, eu não queria que fosse assim. Tudo que vem de Anna me afeta, me toca de um jeito enaltecido, quero Ana e suas frases recitadas todos os dias. Estou me preparando pra vê-la novamente, não sei no que pode dar... Tô falando muito rápido? Tô um pouco agitada, mas graças a deus venho aprendendo a falar mais pausadamente e usar vírgulas quando escrevo... Talvez dê tempo de te falar também do Heitor, isso, o professor do primeiro ano ginasial. Tenho sonhado com ele, aliás, sonho desde os onze. Se ao dormir eu exibir um riso de canto de boca, um quê de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Monalisa&lt;/span&gt;, já sabem: meu sub-inconsciente está com Heitor em algum plano cósmico super-infra-mega intergaláctico. E você? Andamos de paixãozinha há um tempo e o que raios eu faço aqui neste exato instante querendo sua companhia? Desculpa, cara, me passa o isqueiro? Ah, como eu queria poder narrar com calma essa minha dose de preenchimento sentimental e anti-desapego, mas na manhã seguinte, já está tudo disforme e retorcido em mim. Incho e desincho conforme a estação. Vontade mesmo é de engolir todos vocês pra nunca mais expelir, são todos caralhos de drogas inalantes que eu quero cheirar até sangrar e não agüentar mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo ela permaneceu monologando, tampouco quanto tempo dormi.&lt;br /&gt;Até que amanheceu. &lt;br /&gt;Eu atrasado pra entrevista.&lt;br /&gt;Isabel esparramada no sofá da sala, linda. &lt;br /&gt;Linda e com vestígios de cocaína em ambas as narinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-1381414200938694324?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1381414200938694324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1381414200938694324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2012/01/quer-desde-entao-ela-passou-cheirar.html' title='Com vírgula e com amor'/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RGeakAP60jQ/TxGcuzTlORI/AAAAAAAAAME/-C9aeXdNchU/s72-c/ZZ15B4914F.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-5545234762292548135</id><published>2012-01-02T10:01:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T10:40:10.136-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não tinha essa pele marcada pelo tempo, essa cara lavada, essa barba por fazer. Não é questão de descuido ou pessimismo, acho que amadureci até, não sei se na musculatura do corpo, nos ideais da mente, nas listras das roupas, no meu encaixe com o corpo alheio na hora de dormir. &lt;br /&gt;Parei com peixe cozido e alface há um tempo, ando me alimentando mal, lendo demais pela madrugada e trocando cevada por um bom fumo ou um bom whiskey. &lt;br /&gt;O desleixo continua o mesmo, assim como o excesso de sono, a preferência pelo sinônimo e a mania de muitas palavras. &lt;br /&gt;Me deixo enveredar, me deixo sentir cada fibra de mim, me deixo conceber. Permitir-se dói, dói e aquieta, é como se livrar de um tumor ou do pus de um ferimento. &lt;br /&gt;É tão melhor a crueza, o amor em troca do que se-é não do que se-tem se-veste se-usa, mas minha velha continua a criticar minhas vestes, meus vícios, os amigos que tenho.&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Você vai morrer desse cigarro, homem. Não vou. Só não quero parar agora, entende? Talvez daqui há um ano ou dois. Sou controlado nesse quesito, mãe, você que não se permite perceber. Quando já cheguei pra te dar um beijo de bom dia com hálito de nicotina? Quando já apreciei um bom trago pós-refeição em sua companhia? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quantos aos amigos, só uma boa conversa de mesa de bar pra explicar. Acontece que tenho paixão por muitos deles, todos juntos; os risos enfáticos, a partilha de idéias, lembranças, gestos e aquela puta verve sem fim. Os mais próximos são como ratos no esgoto em dia de chuva, em todos os lugares, com as mais diversas companhias ou companhias das companhias.&lt;br /&gt;Ando no apogeu de mim.&lt;br /&gt;Estou magro.&lt;br /&gt;Magro e pálido. Atraente à minha maneira. E é assim que desejo ser: eu - atravessado de mudanças, estendido de mesmices.&lt;br /&gt;Penso em levantar uma grana, comprar um carro de segunda mão, dividir um apê com a minha garota, mas outra vez me entrego às veredas e suas curvas. Que se foda! Vamos torrar essa porra toda em Paris e encher a cara de extraordinárias canecas de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Weissbier&lt;/span&gt; na Alemanha.&lt;br /&gt; Isso, não pára de sorrir.&lt;br /&gt;Eu lhe ofereço a mão, minhas duas mãos.&lt;br /&gt;Amanhã vamos ao Arpoador ver as ilhas se mover no horizonte, é bonito, você vai gostar, mas só amanhã, devo estar acordado umas trinta horas.&lt;br /&gt;Não, não!&lt;br /&gt;Vamos agora!&lt;br /&gt;Vem, pega aquele &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Jack&lt;/span&gt;, a câmera e o livro na primeira prateleira – quero ler uns trechos também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-5545234762292548135?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/5545234762292548135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/5545234762292548135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2012/01/eu-nao-tinha-essa-pele-marcada-pelo.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-7483670469387485981</id><published>2011-05-10T20:37:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T21:35:21.377-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>a cama inteira com seu cheiro, mulher&lt;br /&gt;eu nao desfaço-a há dias, semanas&lt;br /&gt;é que nunca desejei tanto alguém comigo &lt;br /&gt;como te desejo nos últimos tempos&lt;br /&gt;me desculpe pela poeira dos cantos, das pedras nas prateleiras, dos livros&lt;br /&gt;perdoa esse quê de desordem, amor&lt;br /&gt;volta logo&lt;br /&gt;volta que desaprendi tudo&lt;br /&gt;desaprendi viver por si só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-7483670469387485981?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7483670469387485981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7483670469387485981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2011/05/cama-inteira-com-seu-cheiro-mulher.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-1761037616986021415</id><published>2011-03-29T21:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T21:30:17.904-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Magra&lt;/span&gt;, de Lenine me lembra Anita&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pretty woman&lt;/span&gt;, Ágata&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;All my loving&lt;/span&gt;, Alice&lt;br /&gt;O refrão de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Suedehead&lt;/span&gt;, Luna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eram duas e tantas da manhã e&lt;br /&gt;eu segurava Manoela pelas mãos.&lt;br /&gt;não havia música alguma.&lt;br /&gt;a única certeza mesmo é que estamos em uma fase fodida e mal paga, &lt;br /&gt;mas amando, é lógico - estávamos à essa espera faz tempo - espírito salvacionista, pensamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-1761037616986021415?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1761037616986021415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1761037616986021415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2011/03/magra-de-lenine-me-lembra-anita-pretty.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-7256393022835662194</id><published>2011-02-27T06:50:00.000-08:00</published><updated>2011-05-20T21:37:20.002-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-CoasAWdUFkM/TWpnehbqMhI/AAAAAAAAAIU/7M12rT4SPe4/s1600/van_gogh_cafe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CoasAWdUFkM/TWpnehbqMhI/AAAAAAAAAIU/7M12rT4SPe4/s400/van_gogh_cafe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578384862519898642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando escrevo a questão não é amor demais ou de menos, é questão de registro mesmo – cacoete das minhas falanges e células nervosas, registros de causas de excessos de faltas dos transeuntes que passam e perpassam minha via noite e dia. a maioria deixo de lado, faço listagens, refino. Há assuntos que procuro mesmo é manter distância, outros quero mergulhar em eternas delongas, há até aqueles em que me mudaria para Pasárgada  para não ser encontrado. mas sempre chega o dia em que a bolsa estoura, é como ser abordado por si mesmo, nem Triângulo das Bermudas  me esconderia.&lt;br /&gt;hoje vou falar de fragmentos de Agosto. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;August 1st&lt;/span&gt; e eu uma festa bem badalada na cidade grande, na verdade, minha predileta. ei, você que é a Luna? peraí você o Orlando? cara como assim nos reconhecemos muack muack nunca nos vimos na vida, o Júnior me disse que você estaria de quadriculado mas um terço da festa também está e desisti de te procurar   -trago de cigarro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;in&lt;/span&gt;-   ah que foda prazer. gritei seu nome na rua só por gritar; só pra consciência não pesar no travesseiro à noite   - trago de cigarro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;out&lt;/span&gt; -. &lt;br /&gt;ela era ruiva, ainda é, acredito.  &lt;br /&gt;naquele mês ( até porque só houve aquele exato  mês) curtimos os mesmos sons, os mesmos interesses, uma vibe meio ‘pode ser’.  E pôde. é o que ela talvez não saiba até hoje.  acreditam que Luna me conduziu até o ponto  de ônibus no primeiro encontro às 6:00 da manhã e ainda ousou um manda-mensagem-quando-chegar-tá? pôde. é claro que pôde.&lt;br /&gt;3 dias depois já estávamos enfiados em um ônibus partindo para a maior festa literária de todos os tempos  - eu, ela e outro amigo -&lt;br /&gt;o diferencial mesmo foi ter ficado sem grana no decorrer dos dias. torramos o que tínhamos em tabacarias e casas de cachaça, almoçávamos e jantávamos frutas, café quentinho só na praça central onde podíamos tomar cappuccino &lt;span style="font-style:italic;"&gt;for free&lt;/span&gt; e pegarmos a folha de São Paulo para dar um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;up&lt;/span&gt; nas atualizações mesmo que não estivéssemos em São Paulo. Cruzávamos as pernas fumando nossos cigarros e como ríamos.&lt;br /&gt;Lembro-me que ela tinha o dom de ficar bêbada por osmose, mesmo sem álcool no sangue ela cambaleava conosco gritando poesias pelas ruas de pedras. Na última noite Luna não cambaleou. se emputeceu comigo pelo meu excesso de porre. batia feito uma descontrolada na porta querendo entrar querendo entrar e eu tomando banho e escutando lá no fundo uma voz. porque o porre quando é porre, sei que vocês entendem,  leva tudo pro segundo plano. veja como tudo está lento. como as gotas de água no banho afundam na epiderme, cá no braço, não estão vendo? Luna não via. Luna esmurrava a porra da porta. quando saí ainda são salvo e torto de lá ela virou o rosto. brigamos. e como assim não tenho o direito de me dopar em minhas viagens? e como assim tenho que mudar o fodido que sou para agradar uma mulher que conheço há uma semana? piscoses piscoses piscoses isso era coisa com naipe de Alice. e eu  gostava quando Alice me botava na parede e fazia casinho. mulher de opinião não era o bastante,  era A minha mulher de opinião. Mas era Luna agora! éle-u-êne-a L-U-N-A. piscoses piscoses a tontura piorava Luna (ou seria Alice?) não parava de contra-argumentar, meus movimentos se repetiam minhas palavras não mordiam isca alguma. Penso hoje se ela ainda tem a carta que escrevi  naquele banheiro de hotel . porquê é aquilo, só na escrita há libertação. demorei quarenta minutos para escrever o que podia ser feito em dez. que mais seria aquele punhado de garranchos senão uma poesia que borbulha?&lt;br /&gt;Guardo momentos de Luna encenando toda toda, parte de um curta jamais terminado que ousamos fazer por lá, a ruiva com seus olhos e movimentos dramáticos rabiscando palavras por todo o braço.&lt;br /&gt;bela.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;wonderful August.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;mas eu sabia que hora ou outra  minha corda arrebentaria ( ou se fortificaria) de um outro lado.  Penso muito em Elis, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa&lt;/span&gt; e como são vastos meus cantos e becos. &lt;br /&gt;Por favor, olha lá o que vai pensar com toda essa gama de vocábulos derramados sobre ti. Quero te dizer com isso que tu me constróis também, é parte, é &lt;span style="font-style:italic;"&gt;in&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;Sabe, hoje tive um sonho. sonhei que minha nova companheira e eu pintávamos seu rosto com lágrimas azul-celeste. sorríamos ao mesmo tempo em que tentávamos  batizar aquele momento com algum significado; acho mesmo é que os três conseguiram cada um dos seus. em minhas mãos, aquele molhado entre os dedos; nos ouvidos, consonâncias como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;essa vida é mesmo linda. linda pra caralho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-7256393022835662194?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7256393022835662194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7256393022835662194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2011/02/quando-escrevo-questao-nao-e-amor.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CoasAWdUFkM/TWpnehbqMhI/AAAAAAAAAIU/7M12rT4SPe4/s72-c/van_gogh_cafe.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-9042584062087730169</id><published>2010-12-23T09:49:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T09:58:35.177-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TROQGFsAqNI/AAAAAAAAAH8/bItE4-hc0ts/s1600/bttt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TROQGFsAqNI/AAAAAAAAAH8/bItE4-hc0ts/s400/bttt.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553941199758338258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo mais em segunda pessoa, não consigo mais ser direta quando se trata de Alice, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;I Just can’t do it anymore&lt;/span&gt;. antes eu  jurava escutar qualquer coisa como ventos alísios vindo das curvas, vindo das curvas da Inválidos, das curvas do corpo pequeno, dos cílios maquiados, mesmo que meus berros fossem solitários eu  escutava lasquinhas dentro daquele silêncio que ela jamais quebrou. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“calma, santa e sagrada, sabe que quando calo, consinto.”&lt;/span&gt;, como escreveu ela às pressas num cartão de Simone de Beauvoir.&lt;br /&gt;Mas tudo que antes eu ouvia se tornou vácuo, menina flor, por que fizeste isto? voltei ao discurso em segunda pessoa não sirvo para isso e ponto.  não te enrolarei com minha lengalenga, a princípio não é minha intenção, mas você entende, essa porra de escrita é poço sem fundo. Bem, eu sabia que você sumiria por um longo tempo. Vim te dizer que não há mais feridas há muito, nem as pontadas no início de Outono. Só há mesmo aquela nódoa marcada em auto-relevo, e como a estimo! Lembro-me de quando escutamos ao mesmo tempo uma frase que nos maravilhou: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a idade da mulher não é contada através dos anos, e sim das cicatrizes que ela carrega&lt;/span&gt;. E eu olhava preocupado para o seu rosto perguntando-me quem levantaria a navalha primeiro, perguntando-me qual seria a sua idade, qual seria a minha e me doía pensar. Alice, quantas marcas mais precisamos adquirir no percurso para que nos encontremos outra vez? estoura uma puta saudade por dentro, ainda mais quando bate bebida quente no estômago. Não acho certo zarpar assim, eu te dizia isso quando você mesma alegava estar sumindo de antigos amigos, que era mulher sem tempo, que era seu jeito e não conseguia mudar. pois bem, eu deveria imaginar que também aconteceria comigo, só me custava a acreditar  mesmo, como ainda me custa. &lt;br /&gt;Sei que não tem jeito mas não acho certo, por isso evito perder Luna de vista, alguém que me envolvi depois de ti, não acho certo esse lance de evaporar, prefiro esperar o tempo da cura, mas tento deixar claro que a quero comigo, que quero vê-la, eu nunca deixei de estimá-la. e sempre que passo dias demais sem ter e dar notícias à Luna, penso estar sendo insensível, desumano, mas me privo dessa idéia porque seria admitir que tu também és  insensível, que tu também és desumana. Então me traio deixando-te uma palhinha de correspondência só para que respondas também com migalhas e eu fique livre dessa aflição toda.&lt;br /&gt;Alice, não sei em que país você se meteu dessa vez, New Zealand, Switzerland, Sweden talvez, mas o que eu anseio, menina rosada, é genuíno. Anseio por uma cerveja gelada com você (s) nesse puta verão, mentira, anseio por qualquer coisa que tenha a sua presença, minha amiga. Que você passe um lindo Natal com sua família e com seu amor, desejo uma noite fresquinha de festa e presente entre vocês. Que o menino cabelo-de-fogo pinte cada vez mais seu coração de um vermelho tinto, e juntos possam formar uma aquarela saciada de todas as cores, de todas as boas energias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/12/10, Orlando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-9042584062087730169?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/9042584062087730169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/9042584062087730169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/12/nao-falo-mais-em-segunda-pessoa-nao.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TROQGFsAqNI/AAAAAAAAAH8/bItE4-hc0ts/s72-c/bttt.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-5461985405605260801</id><published>2010-09-16T14:02:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T14:54:02.146-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TJKR5PaCnTI/AAAAAAAAAH0/pjbIZ9yl_-4/s1600/Shiele.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TJKR5PaCnTI/AAAAAAAAAH0/pjbIZ9yl_-4/s400/Shiele.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517632906056604978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me desfrutar do maduro dos nossos corpos, deixa-me ser inteira porque adiei demais os relógios com maus confortos e maus orgasmos, vem, não demora não, esquenta sua libido na minha, nunca tive tanta fome do atrito de pele, exatamente assim: um dia aprendemos que ser consumado e consumido é preciso, nessa ordem ou não. quero-te com gostos e odores, posto que naquela noite eu estava embriagada no sentido mais literal da palavra, você também estava. não estou dizendo não lembrar de nada, mas posso estar blefando ou até mesmo oferecendo desculpas em farrapos para estar com ( e em) você outra vez. Fica, meu bem, fica porque eu gosto do teu jogo manso, firme, franco. Espera. estou calma, o delírio é só aparência, aliás, eu toda sou só aparência. não me peça para explicar porque não entenderias. mentira, eu é que não sou muito precisa nas minhas explicações, assim como não sei justificar meu gosto por iniciar frases com minúsculas, não sei justificar do porquê adoro suas mensagens ao longo do dia, mas ao mesmo tempo não aprecio seus pseudo-emoticons inseridos nestas, pode ser banal e de fato é. mas também sou eu tão banal com meus cigarros entre os dedos, sei que você não os suporta.&lt;br /&gt;Dei para ouvir W&lt;span style="font-style:italic;"&gt;hitesneak&lt;/span&gt; nas alturas, verdade, e lembro-me de que repetiu diversas vezes frases como “fica comigo” “eu te amo, mulher” inclusive na hora do sexo. compreende agora minha fissura pelas letras e melodramas de Chico ou Bethânia? O que são os deleites destas tuas frases senão pequenos e grandes melodramas de amor? você tem poesia, meu camarada, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;don’t hide yourself&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Esses dias, deitado em meu colo, toquei até em seus dentes, rijos, brancos - ele sorriu. toquei também nas ondas expressivas da face – ele levantou os olhos, um tanto desconfiados ‘ o que houve?’ Não houve nada, bemzinho  – digo, benzinho. visto que só um de meus antigos amores punha a palavra benzinho com ‘m’, achava doce. – mas não houve absolutamente nada, adoro quando você sorri, assim amarelo sem jeito, eu nunca te disse isso não é? sei que não disse, minha cabeça esteve sempre tão supracarregada de pedregulhos álcool e mulheres. mas é uma graça quando você sorri dessa maneira, é o ápice da tua máscara, da tua ilegitimidade de agir – você mesmo me disse que nunca conseguiu estar a vontade na minha presença, exteriorizar esse eu-indivíduo que carrega bem aí dentro. - eu sempre soube, cara, sou mestra na arte de amar, uma puta de uma mestra ainda que só na teoria, sou adepta a teorias, tal qual uma religião, é que não passo de uma ordinariazinha covarde e experiências me traumatizam em sua maioria, prefiro os esconderijos e as sutilezas – mesmo que vos pareça o contrário. Ele, bem, ele desvia o olhar finge desinteresse despretensão finge ter calma finge também achar natural quando narro afobada acontecimentos do meu passado, um passado devasso, dissoluto, depravado, libertino, apesar de deixar escapar pouquíssimas vezes frases como “você pensa demais” “nunca conheci alguém assim” “pra que congestionar o pensamento?”. Então o olho e encosto meu rosto em seus braços querendo colo querendo espaço, me tira desse caos desse vício que adquiri ao longo da estrada de encenar um modo de viver que definitivamente não é meu, bicho, não é. e toda santa hora que isto se difunde, Rimbaud me vêm à cabeça, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Je est un autre&lt;/span&gt; – uma engenhosidade, chega a ser agressivo, mas &lt;span style="font-style:italic;"&gt;je ne veux pas être un autre&lt;/span&gt;! e por isso esse choque. com ele, sou e não sou a autêntica frase de Arthur Rimbaud, sinto-me nua, esmagada em todas as vias e ruelas de mim. quase que no centro de um grande quebranto – eu disse que sempre estive a par da desordem das coisas, das roupas das escolhas das folhas das palavras embaralhadas em algum canto do corpo. nasci e morri na desordem. – mas o negror ainda se dissipa, podem escutar os ruidos? Alguma supremacia, algum deus deixa seu tambor ressoar bem alto, conseguem ouvir? &lt;span style="font-style:italic;"&gt;iroco&lt;/span&gt;, talvez. &lt;br /&gt;Eu ouço.&lt;br /&gt;Eu ouço ribombos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoela Leudeville&lt;br /&gt;09.07.10 Montparnasse, Paris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-5461985405605260801?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/5461985405605260801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/5461985405605260801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/09/deixa-me-desfrutar-do-maduro-dos-nossos.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TJKR5PaCnTI/AAAAAAAAAH0/pjbIZ9yl_-4/s72-c/Shiele.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-441796176310238179</id><published>2010-09-05T08:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-05T08:32:25.602-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que merecem os sem deuses senão estarem juntos às cinzas do meu cigarro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-441796176310238179?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/441796176310238179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/441796176310238179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/09/o-que-merecem-os-sem-deuses-senao.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-3060893325340193976</id><published>2010-08-31T12:54:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T12:55:08.194-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>quero ser salva, caralho, entende? que tipo de pessoa é essa que ousa em falar em amor e some por semanas? que outro tipinho é esse-tecnológico que aperta o delete e ainda deixa claro: “foda-se mermão, as traças que te comam, é que meus dedos andam muito atarefados para eu pegar a porra do telefone pra enviar notícias.” ?&lt;br /&gt;e esta ainda covarde que vos escreve? deixe-me sair porque ainda estou presa, na placenta, no útero do escuro. Ando escatológica, eu sei, naquela velha psicomerda. mas há Freud, a tensão pré-menstrual, o complexo de Sadismo e não, nada se acalma pela manhã seguinte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-3060893325340193976?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3060893325340193976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3060893325340193976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/08/quero-ser-salva-caralho-entende-que.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-8190514256667574674</id><published>2010-07-05T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T12:38:47.518-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>eu me delato&lt;br /&gt;tu me relatas&lt;br /&gt;eu nos acuso e confesso por nós&lt;br /&gt;assim me livro das palavras&lt;br /&gt;com as quais&lt;br /&gt;você me veste&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-8190514256667574674?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/8190514256667574674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/8190514256667574674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/07/eu-me-delato-tu-me-relatas-eu-nos-acuso.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-7090514953978798256</id><published>2010-06-07T19:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T16:28:12.938-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TA2sxo2Na-I/AAAAAAAAAG8/U_oDAB61s8s/s1600/PAulista-ALTA.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 197px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TA2sxo2Na-I/AAAAAAAAAG8/U_oDAB61s8s/s200/PAulista-ALTA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480226290358119394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TA2sjE7XYuI/AAAAAAAAAG0/jP4NqGZvm14/s1600/PAulista-ALTA.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;‘como é que é? vai ficar com essa náusea seca a vida toda? não fique esperando que alguém faça isso por você, cara. você sabe - na hora do porre brabo não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente.’  assim ela – uma tal escritora paulista - disse, ferina, com sangue nas mãos nos pulsos nas cordas vocais cansadas de gritar seja-lá-o-que-for  pouco se fudendo se vizinho mãe mendigo transeunte que seja desaprovasse sua insanidade ou embriaguez. ou até mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A sua grande lucidez  &lt;/span&gt;luciferiana luciferária luciferina. Comecei lendo um recorte ou outro vezenquando trechos até maiores do que a semana anterior; confesso não paro muito pra tal coisa , &lt;span style="font-style: italic;"&gt;everybody knows&lt;/span&gt; , ou come ou cede aos bons livros ou  chafurda leituras acadêmicas garganta abaixo um bico aqui outro ali escritório cheio de pendências engolindo aquele famoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le temps &lt;/span&gt;com uma naturalidade que soa quase sempre ridícula. não quero nada não peço nada essa porra de mucosa disforme é somente um vômito transitório efêmero digo até leve comparado aos do início do verão passado; é que as vezes as-vezes-sei-lá dá vontade mesmo de enfiar a colher na tua goela pra você vomitar tudo na minha cara de uma vez. depois um beijo? quem sabe. quem sabe pra você sentir bem o azedume em cada lâmina da tua língua; pois é exatamente assim, coração, pensar nas letras harmônicas do teu nome nada mais é que um beijo amargo e insalubre mas mesmo assim um beijo entende? você nunca passou por isto, não tenha a ousadia de. e então ? me pergunto -  então eu faço tudo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à la Orlando&lt;/span&gt;, abaixo a cabeça e aceito. aceito e até me ocorre as vezes um riso de auto-ironia, aquele de canto de boca -  imagino-te capitolina linda linda de morrer dançando uma sinfonia branda, como o branco do vestido longo ou dos pés descalços; e dança e roda e dá as mãos à uma outra também pertencente à mim, minhas todas minhas dançando solfejando ao redor do meu desespero acuado! Sinto dizer, mas talvez seja eu de uma linhagem esquecida, assim saberás tu que não procrastino nem arrasto sentimentalismo algum – desculpa se disse querer tomar doses de esquecimento, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shots &lt;/span&gt;de cicuta ou abortos interósseos de ti, não lido bem com vazios e despejos, nenhum tipo de; muito pelo contrário o lixo e o luxo preciso deles &lt;span style="font-style: italic;"&gt;all of them&lt;/span&gt;. E sabe, estou feliz, feliz pra caralho nessa hermenêutica toda que somos, que criamos, tão ditoso que só penso em por álcool pra dentro vinte quatro horas por dia pra poder então subir uns degraus mentais e falar de e sobre você para a primeira espécie de ser humano que aparecer no meu caminho. acho que é aí que entra as frases ácidas da tal escritora paulistana, com os dias preenchidos de aguardente barata, como as minhas nestes tempos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt; after-after-love&lt;/span&gt;.  e absolutamente são , sempre retorno a apagar as luzes e respiro, como se a podridão de um outro fosse braços quentes e acolhedores no desassossego -  é como um ufa não estou só meu não estou.  merda merda merda  a merda como altar, a psico-merda coletiva, a merda como um manto, um manto cruzando tudo - da Paulista à Guanabara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-7090514953978798256?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7090514953978798256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7090514953978798256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/06/como-e-que-e-vai-ficar-com-essa-nausea.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/TA2sxo2Na-I/AAAAAAAAAG8/U_oDAB61s8s/s72-c/PAulista-ALTA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-3320216116701661220</id><published>2010-04-12T17:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T18:34:46.158-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S8PEcI6zPkI/AAAAAAAAAGs/nDncr9AgTks/s1600/klimt-danae.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S8PEcI6zPkI/AAAAAAAAAGs/nDncr9AgTks/s320/klimt-danae.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459423161012665922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi aos exatos 52 minutos de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Primo Basílio&lt;/span&gt; quando o telefone tocou, tocou não, berrou, posto que o aparelho de telefone havia sido trocado por um outro deveras escandaloso, 5 quilos, antiqüíssimo por sinal. Pretensão de atendê-lo eu jamais teria, a trama clássica de Eça de Queirós começava a inchar-se intrincar-se despojar-se toda. Eu queria mesmo algo que se aproximasse a uma calmaria-deusal, sem o latidos de meus cachorros, choros de criança pela calçada da frente, o grunhir do motor da geladeira, até cinema mudo seria de bom agrado, mas demônios! e mais demônios! até quem tem uma pseudo-cultura mitológica sabe bem que deuses e calmarias nunca foram nem nunca serão vocábulos da mesma espécie! desde os primórdios é assim, maldito ruído interminável entre humanos, inumanos, sub-humanos! E foi só por isso – para não contrariar a cacofonia do mundo - que levantei vagarosamente para arrancar o telefone do gancho; ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Também sinto sua falta, querido. Preencho meus dias com a costura e afazeres de casa. Estimo tanto quando estás comigo, meu marido. Para quando está prevista sua volta?&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;- ela dizia com carnadura toda trêmula, a respiração agonizante, a língua borbulhando pecados. Basílio tocava-lhe as mãos brancas de veias altas, nervosas. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas são muitos dias, Jorge! não poderia vir hoje ao encontro de meus braços? É que tenho... medo, somente isto.&lt;/span&gt; Basílio agora suava e apertava-lhe as falanges contra seu peito; ele também sentia algo como medo, medo do que pudesse ocorrer entre ambos, ali, dispersos das horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô? - Quem é? – OI! Nossa... não, não é nada, é que me assustei novamente com o telefone alto, ainda não me acostumei com o novo que instalei mas me escuta houve alguma coisa? ta tudo bem? – é lógico que eu estava assustadérrimo com o fato de Ana me ligar na boca da noite como se tudo ainda permanecesse &lt;span style="font-style:italic;"&gt;blue&lt;/span&gt;, como se ela pudesse equilibrar-se no diâmetro ridículo de uma ponte suspensa sobre o abismo.&lt;br /&gt;Será que você pode abrir a porta pra mim? desculpa, eu tentei ligar quando estava a caminho mas me dei conta de que disquei meia dúzia de botões, apertei &lt;span style="font-style:italic;"&gt;send&lt;/span&gt; ah cara, não importa, abre a porta de uma vez, faz frio e estou mais deserta do que esta rua escura.&lt;br /&gt;Quando destranquei a porta, pude escutar o estalido de todos os dedos de Ana – ela nunca perdera a mania desde que descobriu que sabia habilidosamente estalá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;É lógico que me recordo das aventuras da juventude, Basílio, mas passou! Sou casada, amigos nos visitam com freqüência, tenho quem me ajude nas tarefas de casa, está tudo em ordem, e além do mais, amo Jorge! estou em paz comigo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra, não pilha não, estava assistindo alguns filmes comendo umas torradas não sabia que você pudesse aparecer assim e. &lt;br /&gt;Ana faz sinal para que eu me cale e temeroso, obedeço feito vassalo; quem ela pensa que é? chega em minha casa, suja os meus tapetes, escorre por entre meus passatempos de domingo, me silencia a boca, o pensamento, afunda um prego gelado no âmago dos ponteiros e aproxima seu rosto –  ainda sinto aquelas amêndoas fixadas em mim; sempre disse à ela que preferia suas bilhas negras a cores claras, algo como um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Big Bang&lt;/span&gt; poderia encontrar abrigo por detrás de seus 2 centímetros de circunferência. Mas Ana parecia estar em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mode off&lt;/span&gt;, não precisava conhecê-la extremamente bem para descobrir um semblante assustado em seu rosto pálido e amarelo.&lt;br /&gt;Porque não me manda mais mensagens? não aparece mais no meu trabalho nem em minha casa disfarçando segundas intenções? eu sei que chego a te ofender com a minha imparcialidade, com a minha ignorância, mas. mas. mas eu nunca deixei de sentir tua presença sempre me assombrando os caminhos, seguindo todos os meus passos perdidos.&lt;br /&gt;Te protegendo, você quer dizer, Ana.&lt;br /&gt;Não me importa a razão pelo qual eu protagonizo as tuas cenas, César! não vê que minhas possibilidades são egoístas e nada absolutamente nada está ao meu alcance? me sinto nua há meses, eu preciso de você por perto para que tenha demônios a me atormentar!, para que eu sinta vivo meu espírito de mulher ardendo em chamas, que idealiza mil imagens anti-cristãs quando nossas peles apenas se tocam com um cumprimento - você sabe, quando eu iria imaginar que não resistiria à sua intrínseca poesia?-  pensar em você é como dar tapas em minha própria cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O quero!, o quero! não sei ser fiel à alguém e à meus instintos de uma só vez, mas e quanto a lealdade, Basílio? Estarei sendo leal a ele e a você? Não sei mais o que fazer com as sobras do que penso e do que faço &lt;/span&gt;– dizia Luísa, com o bico dos seios duros e com o sexo encharcado de um querer abominável. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Venha outra vez consumar-me, Basílio, sou tua, não sei desde quando ou até quando, mas sou tua enquanto aqui estamos, no instante-já.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se sentia só e fez questão de que eu soubesse de poucas coisas em relação a ela. Eu não a reconhecia muito bem, não sabia onde estavam seus familiares, se morava no mesmo lugar ou se estaria casada comprometida ou sei-la-o-quê. O que guardei mesmo de Ana foram somente algumas fotografias empoeiradas que ainda estavam em porta retrato. As amêndoas agora flutuavam por todo o cômodo e, pois é, ela continuava com o mesmo rubro pintado sobre os lábios ou seria a vermelhidão da carne tatuada pelo tempo? Pelo menos os traços faciais gritantes permaneciam os mesmos, apesar da visível maturidade lhe atravessar cada vez mais o corpo.&lt;br /&gt;E nos olhávamos, como nos olhávamos amedrontadamente naquela noite de domingo!; tudo como se tivéssemos sido sobreviventes de um caos absoluto. – e quem disse que tudo não passava mesmo de um caos absoluto?- Eu a amava, era bastante provável, mesmo que eu tivesse fodido violentamente com uma amiga de trabalho no dia anterior ou mesmo que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;manage a trois&lt;/span&gt; com desconhecidos tivesse sido na semana passada. O que tinha a ser feito agora? &lt;span style="font-style:italic;"&gt;That’s the real life, just fuck it off. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ana abraçava-me pelo pescoço derramando lágrimas, salivas, e todos esses excrementos que ficam contidos quando se sobrevive ao último círculo do inferno. Eu, malandro em decadência, metódico que só, não sabia ao certo o que deveria ser feito; então, levei-a para junto de mim, para junto de meus cobertores quentinhos e a abracei forte durante 7 horas ininterruptas. Decidimos desligar todas as luzes, todas as vias de comunicação, todos os resquícios da razão ou algo semelhante à.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durma com deus, capitu-morena&lt;br /&gt;que Oxalá olhe por nós, e que &lt;br /&gt;nenhuma palavra a mais seja dita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-3320216116701661220?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3320216116701661220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3320216116701661220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/04/foi-aos-exatos-52-minutos-de-primo.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S8PEcI6zPkI/AAAAAAAAAGs/nDncr9AgTks/s72-c/klimt-danae.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-675943669637918057</id><published>2010-03-23T13:59:00.000-07:00</published><updated>2010-03-23T14:13:25.769-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enfim! Enfim! - Eu grito à todos os deuses e deusas! Os ventos Outonais levaram as folhas secas e frutos que já haviam caído, putrefatos. mesmo que o cheiro ruim permaneça eternamente sobre a superfície na terra quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu, para mim mesmo, renasço. flores.&lt;br /&gt;é claro, amarelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-675943669637918057?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/675943669637918057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/675943669637918057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/03/enfim-enfim-eu-grito-todos-os-deuses-e.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-3367586690824485643</id><published>2010-03-13T14:47:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T18:21:55.496-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5xH_y3bDVI/AAAAAAAAAGk/d-71fUQ4JKs/s1600-h/pimenta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 299px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5xH_y3bDVI/AAAAAAAAAGk/d-71fUQ4JKs/s320/pimenta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448308810523020626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nunca poderia dar em nada, a gente sabe, a gente sempre sabe; afinal era nada mais que uma sexta-feira 13 quando Eros fez ruflar suas asas sobre nossos corpos. Mas não, nunca poderia dar em nada mesmo; tantas e tantas tentativas frustadas precedentes àquele dia, de certo, já era de se esperar - qualquer coisa como sortilégio, desvio, engano,  escondido pelos cantos. mas os oráculos deram pra errar nos fins dos tempos, o céu do dia tinha sido róseo, as bochechas rosas, e as pimentas? Ah.. como não lembrar das pimentas de 13 de Março - tão vivas para combater o infortúnio -, todas pareciam bailar ao som da sinfonia dos céus, mais que rosas, vermelhas! vermelhas como os lábios vermelhas como a carne em chamas vermelhas como o inferno, o Tártaro que só os adeptos da paixão ousam atravessar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-3367586690824485643?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3367586690824485643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3367586690824485643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/03/nunca-poderia-dar-em-nada-gente-sabe.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5xH_y3bDVI/AAAAAAAAAGk/d-71fUQ4JKs/s72-c/pimenta.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-2865071514177839323</id><published>2010-03-10T19:19:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T22:00:42.428-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5iG_0z4YwI/AAAAAAAAAGc/TOFWtKvFmMc/s1600-h/placebodvd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5iG_0z4YwI/AAAAAAAAAGc/TOFWtKvFmMc/s320/placebodvd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447252180370744066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[.just nineteen. special needs]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu quero é neutro, branco, equilibrado, o zero grau do sentir. entenda, não é zero por cento - isso remete a uma conotação negativa -, o que eu quero é uma incógnita em aberto. lógico que eu posso querer, doido é quem se priva disto, deste verbo ousado de segunda conjugação. meu amigo, acho que eu não suportaria escutar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;song to say good bye&lt;/span&gt; por aqui, nesse silêncio mórbido dos santos, muito menos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vestido estampado&lt;/span&gt;. exatamente, pensou correto, é muito down, pior que isso é um down irreversível, um ponto final, finalíssimo e eu gosto mesmo é do ponto e vírgula - quando não se sabe se virá a próxima frase, o próxima história, algo que soe a following, later, then, tomorrow and something like that. mesmo que falte cenas posteriores no pós ponto e vírgula a possibilidade esteve ali, fincada, got it? só nós a construiremos mas com tamanha sinceridade. amanhã? amanhã posso levá-la ao circo, construir uma amizade doce, fomentar desavenças ou descobrir que somos nada mais que irmãos; deixe estar, deixe ser - é assim que costumo dizer para minhas pupilas quando estas me pedem conselhos sobre o amor, mesmo sabendo que elas só entederão anos mais tarde.&lt;br /&gt;Não ouvirei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;She&lt;/span&gt;, nem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;woman&lt;/span&gt;, essas são up demais até; já disse e volto a repetir: quero uma balança sem pesos. zero grau de sei-la-o-quê. então sento. vejo o bailar de Capitu ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;elephant gun&lt;/span&gt; e tudo se acalma, encontra abrigo - é meu passatempo predileto.&lt;br /&gt;Nesses dias mesmo recebi um cartão e algumas mensagens, fiquei imaginando ser a forma dela de enviar conforto, pôr esparadrapos em buracos que não mais existem, essas coisas; pois saiba que não os quero! acaba soando como desculpas arrastadas e eu não preciso de solidariedades desse tipo mas aceitei sabe. aceitei porque talvez fosse essa a sua maneira de abaixar a carta branca. cuidado. cuidado ao fazê-la, eu nunca disse que era fácil para você também, seguir o coração é frase clichê, eu também acho! mas infelizes aqueles que nunca puderam alcançá-la, ou pior ainda, pensaram em ter alcançado e.&lt;br /&gt;Eu não estou insinuando nada. há muito que não insinuo nada. nem ao menos saber o que quero eu sei, agora o que Não quero, isso sim! rumo à vida, coração. teu abraço desejado foi recíproco, mande lembranças à família - a que tanto estimo -. e não te esqueças que as portas não estão abertas, mas estão destrancadas - todas ao redor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-2865071514177839323?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2865071514177839323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2865071514177839323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/03/o-que-eu-quero-e-neutro-branco.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S5iG_0z4YwI/AAAAAAAAAGc/TOFWtKvFmMc/s72-c/placebodvd.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-7932252464584861764</id><published>2010-02-26T10:00:00.001-08:00</published><updated>2010-03-08T20:15:55.668-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>sorte, sorte mesmo é sobreviver a manhã seguinte, e ponto final sabe? Ponto final porque ah não quero falar demais nessa mesa infestada de bêbados mas a manhã seguinte é sempre fria - culpa dos braços ausente do meu amor-, e não é só isso viu? É que de uns tempos pra cá dei pra dormir sem roupas e é normal que eu sinta frio mesmo pelo fim da madrugada. porra não me pergunte isso, cara, porque eu também não sei!, olha ai as cinzas do cigarro vão cair!, olha ai!, só estou te contando as minhas amarguras para que você enfrente as suas também, meu camarada! – sua mulher te trocou pelo cunhado, não foi?!- porra! olha a merda das cinzas!, então xinga mesmo de vaca filha-de-uma-puta escrota e todos esses nomes fétidos do Aurélio, mesmo que você ainda a ame! vai me deixar falar ou não?? não não comigo não foi assim, ela virou as costas e foi embora, é cara, virou e se foi, fez tudo descer a seco, não fomentou nem metade da tua raiva para que eu pelo menos pudesse despejar esse sêmen quente nas prostitutas baratas da praça Mauá. E qual era o problema se a minha menina já estava com um outro, meu amigo? Abre teu olho! a questão é justamente essa! Se não tem jeito, Ame-a! não dá pra fugir não! sou engolido dia sim dia não e não me queixo, acho bonito até, não vêis? Se tem uma coisa que ninguém pode te tirar é o direito de amar quem você quiser ou bem entender, é propriedade sua – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;your own love!&lt;/span&gt;. ela tem um outro alguém? bem , isso já é problema dela! Por que também não experimenta?? Já foi época em que me entupia pelos ralos fedendo a orgulho, chega cessou não meto mais essa não; prefiro que minha ex esposa fique a par de tudo que me passa pelas veias – não sei até quando mas o por enquanto já me é o suficiente - eu a odeio a amo a odeio. não sinto mais falta dela na cama, isso não, mas talvez seja por isso que só durmo quando está prestes a amanhecer, pra não sentir falta mesmo, pode ser medo. eu sei lá o que já falo a essa hora, caros rapazes!, me deixem em paz com meu amor vagabundo e capenga, já está na hora de ir!; o sol já quase nasce e tenho ainda que despir-me por inteiro e fazer amor com psique; depois lhes conto sobre aquele meu estado de graça - minha repentina paixão por tudo e por todos; quem sabe ainda não lhes conto também sobre o desvairo – algo sobre ‘ ela não presta eu não presto ninguém presta outonos passam, morangos mofam. - no, they're not forever.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( nowplaying  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;roads&lt;/span&gt; – Portishead) – 04:50&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-7932252464584861764?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7932252464584861764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/7932252464584861764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/02/sorte-sorte-mesmo-e-sobreviver-manha.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-1656864291169970769</id><published>2010-02-21T22:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T22:43:02.339-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S4IkrBzUX3I/AAAAAAAAAGM/aB-Drpx9IMo/s1600-h/schiele_kauernder_maedchenakt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S4IkrBzUX3I/AAAAAAAAAGM/aB-Drpx9IMo/s320/schiele_kauernder_maedchenakt.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440951621453635442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um tenis velho porém bem caro até - aquele mesmo que cai super bem em você - , shortinho largo e uma blusa que havia uma girafa azul bem no centro - acho que era esse o bicho, ou essa a coloração dos meus sonhos noite passada. Não sofri de descuidados não!, sei de cor e salteado que a blusa em matéria é roxa, mas é que ando respeitando deveras o que me vem de forma repentina – dizendo que não te amo por orgulho dizendo que te amo pelo frêmito do hoje. Você, você estava sempre por lá, Alice, sorrindo e correndo e fazendo piruetas nas ruas com alguns de meus amigos; eu insistia em mudar de direção, localidade ou esquina, mas você, menina outonal, estava sempre por lá.  E eu não quero ser seguido, Alice, não quero! Aquele tal, o ruivo, também estava contigo, mas não abria a boca um instante sequer, talvez porque se adentrara em um mundo inteiramente Nosso; os olhares fingindo desvios eram Nossos; os batimentos descompassados provinha de Nós; os dizeres que se velaram foram Nossas bocas que calaram, babe – aquieta-te!, porque eu sim posso ainda chamar-te ‘babe’, posto que na condição de amante de uma outra eu nunca usaria este vocativo que é teu, a tua personificação. &lt;br /&gt;O que aconteceu na noite anterior foi que eu me distraí!, e ora ora como é inconseqüente esse tal estado de transe! Não pude ficar nem 8 horas desacordado que já fui logo atrás de ti, que idéia a minha!&lt;br /&gt;Acordei com azedume na boca, puto, puto de verdade por ter sonhado com a tua pessoa; - viu o que tu me arrumas, mulher do diabo!, até parar de falar comigo mesmo andei ousando esses dias; - dane-se dane-se eu confesso!; parece até que vi seu rosto pela primeira vez esta noite e caí de paixão amargamente;  e por que isso agora, Orlando Diniz? será que não nos conhecíamos plenamente, minha Alice, com ambas as falhas e limitações? Nos conheceremos outra vez, é isto? E se agora tudo está propício para o nosso primeiro encontro e persistimos com um certo medo goela adentro? Terei de mudar teu codinome? quem é esta nova que enxerguei por essas noites entre minhas pupilas? Pelo sorriso desabrochado pareceu de cara não seres tu, mas teu reflexo nobre e verdadeiro, plenamente suavemente leve, como sempre tentou buscar em solos terrenos. Sei não viu, me custa a desvendar quem é esta outra, que é e não é você.  Mas eu sinto mesmo é um aroma de presença nova pelo ar, um certo alguém a quem eu possa trocar gentilezas bilhetes olhares encontro de bocas pelos banheiros, uma mulher que enfim poderei apresentar como minha minha minha, aos de casa aos céus ao raio que os partam! mas minha, minha primeira dama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Vivia a te buscar&lt;br /&gt;Porque pensando em ti&lt;br /&gt;Corria contra o tempo&lt;br /&gt;Eu descartava os dias&lt;br /&gt;Em que não te vi&lt;br /&gt;Como de um filme&lt;br /&gt;A ação que não valeu&lt;br /&gt;Rodava as horas pra trás&lt;br /&gt;Roubava um pouquinho&lt;br /&gt;E ajeitava o meu caminho&lt;br /&gt;Pra encostar no teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subia na montanha&lt;br /&gt;Não como anda um corpo&lt;br /&gt;Mas um sentimento&lt;br /&gt;Eu surpreendia o sol&lt;br /&gt;Antes do sol raiar&lt;br /&gt;Saltava as noites&lt;br /&gt;Sem me refazer&lt;br /&gt;E pela porta de trás&lt;br /&gt;Da casa vazia&lt;br /&gt;Eu ingressaria&lt;br /&gt;E te veria&lt;br /&gt;Confusa por me ver&lt;br /&gt;Chegando assim&lt;br /&gt;Mil dias antes de te conhecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Chico Buarque de Holanda)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-1656864291169970769?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1656864291169970769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1656864291169970769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/02/um-tenis-velho-porem-bem-caro-ate.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S4IkrBzUX3I/AAAAAAAAAGM/aB-Drpx9IMo/s72-c/schiele_kauernder_maedchenakt.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-628028970959615858</id><published>2010-02-16T09:41:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T11:15:13.946-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Just don't call me 'babe' anymore, 'cause (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S3rsMngp3sI/AAAAAAAAAGE/v_rldDXinnE/s1600-h/Egon-Schiele-Sitzende-Frau-von-Oben-164306.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 201px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S3rsMngp3sI/AAAAAAAAAGE/v_rldDXinnE/s320/Egon-Schiele-Sitzende-Frau-von-Oben-164306.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438919201511825090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que atrás deste universo de aparências,&lt;br /&gt;das diferenças todas,&lt;br /&gt;a esperança é preservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas xícaras sujas de ontem&lt;br /&gt;o café de cada manhã é servido.&lt;br /&gt;Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,&lt;br /&gt;e dela não me conformo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito em tudo,&lt;br /&gt;mas eu quero você agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu te amo pelas tuas faltas,&lt;br /&gt;pelo teu corpo marcado,&lt;br /&gt;pelas tuas cicatrizes,&lt;br /&gt;pelas tuas loucuras todas, minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo as tuas mãos,&lt;br /&gt;mesmo que por causa delas&lt;br /&gt;eu não saiba o que fazer das minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo teu jogo triste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas roupas sujas&lt;br /&gt;é aqui em casa que eu lavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo a tua alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mesmo fora de si,&lt;br /&gt;eu te amo pela tua essência.&lt;br /&gt;Até pelo que você poderia ter sido,&lt;br /&gt;se a maré das circunstâncias&lt;br /&gt;não tivesse te banhado&lt;br /&gt;nas águas do equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo nas horas infernais&lt;br /&gt;e na vida sem tempo, quando,&lt;br /&gt;sozinha, bordo mais uma toalha&lt;br /&gt;de fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas&lt;br /&gt;e pelos teus sonhos inúteis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Amo teu sistema de vida e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo pelo que se repete&lt;br /&gt;e que nunca é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo pelas tuas entradas,&lt;br /&gt;saídas e bandeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo desde os teus pés&lt;br /&gt;até o que te escapa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo de alma para alma.&lt;br /&gt;E mais que as palavras,&lt;br /&gt;ainda que seja através delas&lt;br /&gt;que eu me defenda,&lt;br /&gt;quando digo que te amo&lt;br /&gt;mais que o silêncio dos momentos difíceis,&lt;br /&gt;quando o próprio amor&lt;br /&gt;vacila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(MB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-628028970959615858?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/628028970959615858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/628028970959615858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/02/just-dont-call-me-babe-anymore-cause.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S3rsMngp3sI/AAAAAAAAAGE/v_rldDXinnE/s72-c/Egon-Schiele-Sitzende-Frau-von-Oben-164306.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-1346277609900608902</id><published>2010-02-03T11:49:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T10:22:11.694-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2nV8W_InxI/AAAAAAAAAF8/yLFd8nE95OU/s1600-h/schiele_embrace.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 188px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2nV8W_InxI/AAAAAAAAAF8/yLFd8nE95OU/s320/schiele_embrace.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434109658338467602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;dói e como dói esses pequenos poros impregnados na pele, ainda mais estando em pleno verão no Rio, sabe como é, 42 graus desmaios aquecimento global e corporal.&lt;br /&gt;Eu-quis-estar-imune-a-essa-dor,  mas falhei. falhei e os poros persistem em não fechar – lá vai outra vez, mentira!- eles insistem em fechar a todo instante mas eu é que não quero que eles parem de doer, não enquanto ainda há partes do meu cérebro a serem dissecadas; por isso isto, por isso eu aqui lutando para não levantar dessa cadeira que já esquento há mais de 8 horas ininterruptas; chego a cambalear, ficar tonto, negando festa leitura comida whisky. Me contento  24 horas para não arrancar sua foto em preto e branco daquele novo mural do quarto, me contento porque sei que isto é uma fase que precisei criar e logo logo vou estar regenerado novamente para lhe dar bom dia e divagar assuntinhos inúteis ou úteis até.&lt;br /&gt;Alice, desculpa; mas tenho que estancar esse sangue todo cutucar a ferida limpar os vestígio não quero causar uma aparente hemorragia interna, entende? é parte de um processo sentimental – de raiva? desamor? – não sei ao certo, sei que dói e preciso liberar esse demônio cachorro-louco saliva ferina que vezenquando precisamos liberar! eu não quero liberdade pela metade! – precisei fazê-lo -.&lt;br /&gt;Escrevo porque há tristeza e há medo e há sangue! – não peço palavras em resposta ou entre-linhas bem arranjadas – ouça: mesmo que escrevas com tinta vermelha em meu muro eu ousaria virar o rosto no caminho à padaria. entenda que é por mim, mulher, não é orgulho, não mesmo, é uma teoria individual de cura.&lt;br /&gt;Aconteceu que nossas correntes foram quebradas e eu silenciei – primeiro por tentar organizar vocábulos que te fizesse voltar para os meus braços, você bem sabe que tua mente adora becos escuros e alçapões; e segundo que tive medo, medo de estar fazendo a opção errada de toda minha vida amorosa; ora ora uma mulher, uma mulher que me pesa um pouco as costas-.&lt;br /&gt;Onde estava? Mas é claro, nas frias correntes! que creio terem ficado mais mornas enquanto as coisas ainda se assentavam; você aí eu aqui nós pelo mundo fazendo nossas próprias pendências, revendo amigos antigos – sim porque casamento de alguma forma tende a nos afastar de nossos círculos sociais – você aí eu aqui eu aqui você ai nós na terça sentados numa mesa de restaurante, nós afogados em saudosismo através dos olhos mas comprometidos com nossa própria individualidade; com o tempo eu tiraria de letra essa tua ausência pela casa, pelos lençóis. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;time after time.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas eu disse ter libertado-a para você mesma, Alice! Era um pacto, com devida validade, mas mesmo assim um PACTO! Libertei-te para ti e não para uma terceira pessoa!! Poria minha mão no fogo pensando não ser tão indigna de lealdade como se mostrou ser! Lealdade para com os resquícios que precisaríamos retirar cautelosamente!&lt;br /&gt;Sou inoperante sim – pra cacete, mas não venha me falar que um mês é o suficiente para que eu possa estar pronto ao imaginar-lo esperando o café da manhã em sua cama;  usando as toalhas de banho que usei, cobrindo-se com os lençóis que manchamos de frenesi e que ainda guardam de alguma maneira o cheirinho da curva do meu pescoço – você sabe, aquela parte em que o aroma de cada ser se diferencia do outro.&lt;br /&gt;Desculpa, meu amor – meu não, somente amor, até que me provem que alguém pertença de fato a alguém – não tive outra opção senão ensandecer ao pensar que pudesse estar não em casa, mas ali bem pertinho na rua ao lado, escutando o dvd de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blues&lt;/span&gt; que lhe dei há duas semanas com seu novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;affair&lt;/span&gt;, digo, com seu novo amor – posto que já consagrou a relação. Espero que seja doce com ele também, your new &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mr. Jones&lt;/span&gt;, ei ei pare com isso não é ironia, Alice, que merda de mania! Digo de coração – só tenha zelo sobre aquelas coisas... você sabe, das tuas palavras que ferem, do papinho de também não ter sido o suficiente etcétera. Sei lá o que desejo à você, à vocês! um pouco mais de dó talvez com este teu novo ‘achado’ – aposto que ele é de Gêmeos?! de repente só assim você possa se sentir mais completa.&lt;br /&gt;deus-me-acuda! você precisa cessar  a dor! Os malditos poros! a lembrança do exato momento em que recebi a notícia do teu novo casamento!  Eu, no Maranhão e você nas serras gaúchas a trabalho -  que diga-se de passagem, arrumei com tamanho louvor-.&lt;br /&gt;meusantodeus como precisei curar a abstinência naquele instante mais que nunca – quero cigarros e mais cigarros!; que estraguem outro órgão que não mais o coração! -&lt;br /&gt;Acredite, nunca fui obrigado a abafar gritos tão altos.&lt;br /&gt;Senti medo; por isso escondi-me nos braços maternos da cidade pequena e bebi, bebi até explodir , bebi até cambalear pelas ruas de areia em direção a casa, bebi.até.esquecer.seu.nome.sobrenome.e.endereço. &lt;br /&gt;Pela primeira vez essa história de álcool para esquecer os fatos funcionou comigo, é lógico só até as 3 da madrugada, quando já andava pelos corredores com demônios internos e ânsias de vômitos – que certamente não eram causadas pela bebida, era ela, a tal da dor que já perdia anestesia.&lt;br /&gt;Ah, meu bem, que infortúnio! tenho raiva te amo não te amo tenho nojo tenho paz tenho  simplesmente este rolo de papel higiênico com dúzias de frases borradas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘Não é com você...Talvez o problema seja comigo’&lt;/span&gt; como a frase daquela peça infernal a qual fui obrigado a assistir repetidas vezes, mesmo que um dos atores tenha sido uma antiga paixão sua; mesmo que eu tivesse que tolerar novamente os olhos ferozes insones esfomeados do mesmo ao olhar-te da cabeça aos pés; mesmo que ele fosse protagonista de um livro de sua autoria.&lt;br /&gt;E quem sabe a frase não fosse de total verdadeira? Mulher, eu tenho que lhe dizer: tu foste a primeira que toquei! , a primeira que consumei em pele e gozo; eu não sabia do gosto de um corpo feminino, nem de suas entradas curvas e vales. Como ter certeza de que toda feminilidade me era essencial? estranhei. relutei. aceitei. Podia ter mesmo lhe dito isto enquanto mantínhamos o vínculo mas não o fiz de careta mesmo que sou.&lt;br /&gt;Agora? Agora resta também lhe confessar que corri desesperadamente atrás de uma saída! Estou com uma mulher, estou com uma mulher! ainda sofro dificuldades para enfrentar minha própria identidade.&lt;br /&gt;E eu não deixei barato comigo mesmo: pelos meados de Abril cedi a uma boa transa com alguém que me relacionei há séculos – não por amor ou saudade mas para testar meus instintos- você sabe do que digo-, era mais do que preciso! se eu tinha que me doar à você, que fosse com cumplicidade e certeza de meus próprios quereres!&lt;br /&gt;Sabe, Alice, senti falta dos teus carinhos do teu toque das tuas expressões orgásticas do teu cheiro; e resolvi voltar aos teus braços perdidamente apaixonados pelos meus! aos braços de minha mulher, minha doce mulher! –  ... Eu aprendi tanta coisa sobre mim mesmo nos últimos meses ...&lt;br /&gt;Às 1:31 da madrugada penso em acender mais um cigarro no lado de fora da casa mas só penso; é, Alice, diminui minha quantidade de cigarros, voltei ao eixo.&lt;br /&gt;A televisão está ligada e assisto o desfecho de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The hours&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;Estou com sono, com sono e sozinho escutando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;heaven knows I’m miserable now&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;Também me sinto demasiado inquieto pois Agatha resolveu aparecer depois de meses para falar de saudades e nostalgias; parece até que presentiu minha solidão (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes repetidos, repertórios antigos, amores esquecidos – tudo de repente começou vir à tona sem pedir licença -; pareço regredir e me sinto, enfim, bem; meus pulsos pararam de latejar e a carga desta caneta parece acabar no momento ideal.&lt;br /&gt;Se quis semear a paz com tudo que lhe escrevi nos últimos dias?  Não sei, não sei mesmo, viu!&lt;br /&gt;Segui a sina.&lt;br /&gt;Já dizia aquele ditado não é mesmo? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Intensidade! Intensidade! Felicidade é para os fracos!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-1346277609900608902?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1346277609900608902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/1346277609900608902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/02/doi-e-como-doi-esses-pequenos-poros.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2nV8W_InxI/AAAAAAAAAF8/yLFd8nE95OU/s72-c/schiele_embrace.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-2003442424806819101</id><published>2010-01-30T05:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T11:22:55.112-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2Q9pnJkRcI/AAAAAAAAAFk/yxm11NfYFTM/s1600-h/93-schiele.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2Q9pnJkRcI/AAAAAAAAAFk/yxm11NfYFTM/s320/93-schiele.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432534835608700354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que no meio do caos talvez essa tenha sido tua maneira de alcançar a rendição mas no fundo bem no âmago mesmo sabias que evocaria dor e te confesso, meu bem, que preferiria que me arrancassem todos os órgãos pela boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe, Alice, por não ter escolhido outra data oportuna sem ter sido o sorridente esperançoso pegajoso Natal cristão para dizer-te meia dúzias de vocábulos embaralhados a nosso respeito – nosso não, porque neste dia eu já era eu e você você, sem conta conjunta aliança nos dedos ou aquela latência unicelular que nos tornamos no passado. ‘ Você adia as coisas de um jeito que nunca vi igual, mulher, perde a hora, desiste no meio, inventa mil desculpas; disse estar escrevendo uma carta há dias para confortar minhas desilusões e meudeus porque diabos a caixa de correio está super-lotada de contas à pagar e demasiado vazias de ti? Onde estão as porras das palavras que não vieram até mim por falta de comprometimento? Comigo? Consigo?’&lt;br /&gt;“ eu queimei tudo que te escrevi por raiva” - é lógico que não o fiz, mentira doída, deslavada; fiz pior : guardei caco por caco pensando que pudessem te ferir a carne por debaixo da pele branca de porcelana pensando que pudessem te sufocar de alguma maneira perante toda escolha que tinha feito. espasmos sufocantes.&lt;br /&gt;mas. agora. não. encontro. outro. jeito.&lt;br /&gt;senão começar a abrir a cratera, rasgar-me por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um dia de Dezembro qualquer, 20:32 da noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Receba estas palavras como um grito de quem pede misericórdia. Quero quebrar um pouco que seja esse meu silêncio – que compreendes sim no íntimo na noite -; palavras palavras palavras tudo vestígio de fim de dia, flashes, pulsações, angústias; não citarei escritores não forçarei léxico nem rimas métricas súplicas românticas, nada. ousaria até pedir perdão pela minha sintaxe mal articulada mas, babe, leia este pedaço de papel mais de três vezes, de preferência quando a casa estiver vazia e sinta-me, sinta-me ao teu lado como uma criança batendo perninhas e contando segredo - talvez escute frases desconcertantes, mas tu bem sabes que a inocência é inerente à criança, e como é cruel tal inocência.&lt;br /&gt;Ontem mesmo eu estava no colchão do teu quarto naquele calor de quarenta com algo preso na porra da garganta que não conseguia escapar de jeito nenhum, e nervoso, fiquei em prantos - o que na certa me ajudou a compreender que aquele era mais do que o momento certo -, o momento para te dizer que eu estava sendo abençoado (ou amaldiçoado) com o amor, já o sentia infiltrado em mim como pequenas pontadas nos primeiros meses de gravidez; e era total inédito concilia-lo com o mundo dos sentidos - tato com tato salivas sedentas suores – você bem sabe amor que o mundo nunca tinha me dado esse privilégio; o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling&lt;/span&gt; não era mais o de outrora, rijo abstrato suspenso. Eis então que tive concretude e como era tal sensação de gozo pleno! Acontece que eu disse “ eu te amo” e eu nuca tinha me dado o luxo de dizer essas palavras sem que as escutasse antes – porque me conheço bem; foi duro jogar limpo comigo mesmo.&lt;br /&gt;Há cerca de um mês eu lhe disse que tinha dado minha disponibilidade no trabalho para o ano seguinte: 6 horas semanais, nada comparado as 40 que cumpro escravamente por semana. E estágio? Nossa, como eu tinha mesmo vontade de começar de vez, no local onde formei minha identidade e todo um histórico de experiências; mas não, amor meu, que se fodam todas essas coisas de trabalhos estágios e hora extra! que se foda ela, Agatha, que de uma forma ou de outra eu acabaria vendo com certa freqüência se fizesse a opção errada; eu escolhi você, minha tulipa, escolhi brindar a nós no novo ano que já vinha chegando correndinho correndinho para que nós pudéssemos enfim dar as mãos e respirar! e minhas olheiras desapareceriam e no decorrer do dia eu esperaria minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mademoiselle&lt;/span&gt; acordar bem tarde para dizer que estava a caminho e chegaria em breve sem que antes passasse na padaria e comprasse um doce para degustarmos juntos assistindo um clássico de Fellini ou Bertollucci ou qualquer outro de nossa coleção na última prateleira. Ah, amor! os dias seriam tão leves com minha vitrola tocando Elis e o tempo escorrendo lento para que eu finalmente tivesse a honra de sentir o timbre da tua formosa Billie Holiday ao mesmo tempo que tuas mãos acariciassem as minhas por debaixo no lençol; ousaria separar um dia inteirinho somente para imprimir todos os teus escritos de dor e de louvor – que lindo, benzinho, ter os versos e prosas da minha amada! -.&lt;br /&gt;E assim correria Janeiro-sol Fevereiro-carnaval Março-outono Abril-planos e mais planos. Mas o que eu faço agora com esse medo imenso que se trancafiou dentro de mim? Com essa incapacidade que se instalou de te salvar desse teu mundo caótico de centro-da-cidade das tuas tardes e noites de café amargo e nicotina estragando-te os pulmões incessantemente dos teus neurônios efervescentes que ameaça nossa serenidade e tudo que demoramos meses para construir? o que eu faço? me diz peloamordedeus! Qualquer ser humano em sã consciência enxergaria um puta egoísmo e impaciência de sua parte – já sei, não queres a consciência não é?- Então te vais mas não solte minha mão nesse instante, não ainda, persista na leitura - já não me importo se terá sabor de mel ou fel ao passar pela tua garganta – não se perca da linha do meu raciocínio se é que possa haver raciocínio na veia dos desesperados mas entenda-me, mais que isso, respira-me! justo agora que o prelúdio de Dezembro anuncia a floração das acácias, minhas flores prediletas, miudinhas periclitantes amarelas. Apaga esse cigarro, meu bem e acenda um incenso de alecrim pela casa e enxergue de vez que seu amado é aquariano e aquarianos conseguem viver sobre um teto demasiado denso mas não Sobreviver.    Precisava te informar sobre todos esses flashes que vem e vão e inquietam minha sanidade quando preparo-me para dormir. Acontece que nunca chorei tanto com medo de te perder para tuas próprias entranhas – foi tudo prematuro demais e não era agora que eu queria que soubesses da tua auto-nocividade e negligência.&lt;br /&gt;Um dia te presenteei com recortes de orquídeas e um conto em pseudônimos no qual eu dizia claramente estar sendo consumado E consumido, o revés todo esteve aí – nessa asquerosa conjunção – no quanto eu tinha me modificado num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;after-you&lt;/span&gt;, o quanto eu pagava alto pelo preço dessa doação à você; por favor releia novamente não mentiria à essa altura, mas será que você compreendeu? que apesar dos pesares eu abriria mão de alguns cortes latejantes pela nossa belíssima unificação? Você jura que se esforçou quando pedi, não uma nem duas vezes, para que olhasse os fatos de cima, os retalhos como um todo? Seria sua parte da doação até que nos adaptássemos um ao outro por completo; mas quem sou eu para forçar suas mudanças! Com muito custo te digo que eu também tinha lá minhas pedras do sapato, pois é, coisas que me incomodavam deveras, cenas que não quis assistir, palavras de difícil digestão mas E DAÍ? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você sorria assim dizendo que não tinha problema, que estava tudo lindo, que você me amava, que eu te amava, que era domingo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As coisas estão tentando entrar em ordem, mesmo que num estilo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem Ana Blues&lt;/span&gt; mas estão tomando rumo, coração.&lt;br /&gt;Um dia, escreveste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;‘é, e tenho sonhos caros, caríssimos’&lt;/span&gt;, mas por favor não esqueças de que para alcança-los precisa também de saltos altos, altíssimos! ...&lt;br /&gt;O que eu quero dizer com isso? ... O que você quiser entender (...)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-2003442424806819101?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2003442424806819101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2003442424806819101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/01/sei-que-no-meio-do-caos-talvez-essa.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2Q9pnJkRcI/AAAAAAAAAFk/yxm11NfYFTM/s72-c/93-schiele.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-2333827737040140147</id><published>2010-01-28T21:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T10:29:42.495-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2J51ZTOLAI/AAAAAAAAAFM/yK7AxqYQ8Rw/s1600-h/Schiele.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 193px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2J51ZTOLAI/AAAAAAAAAFM/yK7AxqYQ8Rw/s320/Schiele.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432038058793774082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;, não, Ágatha, não insista, eu não a abandonei, já lhe disse que foi um lapso foi um erro mas nada que me causasse arrependimento, você consegue compreender? Ah, pare com isso de se fazer de, de, de hipocondríaca , até o padeiro sabe que você compra dezenas e dezenas de analgésicos somente na semana em que as âncoras de meu navio dão boas vindas à sua cidade;  o que queres de mim, Agatha? Já não basta eu ter sido o único homem capaz de te tirar da invalidez? Fui leal aos meus impulsos, aceitei sua obscuridade, te tirei daquela obsessão demoníaca pelo trabalho, quis ser seu confidente, sua migalha, seu amante; fui o único em sua amarga existência que aceitei sua dureza, seu corpo pudico, sua prepotência. Não não deixa eu falar tem que ser agora cansei de decifrar entrelinhas e poetizar teus movimentos. chega uma hora que precisamos de pele com pele, entende? pular os muros, dizer até mais, preste bem atenção eu nunca te disse adeus, precisei sumir para testar os sete anos embriagados de amor por vc, minha rosa botânica, apesar dos espinhos – você bem sabe que eu também os apreciava - , precisei de odores diversificados sem que ousasse lembrar do sândalo impregnado às suas roupas mas confesso, confesso que sentia-me impotente com Alice todas as vezes que tentava esconder teu nome marcado em minha carne; sem metáforas suspensas,  tatuei sim teu nome com aquele maldito canivete enferrujado de família, e qual mal tem isso? Sou homem feito apesar das barbas não me virem ao rosto! ; tenho um eu espiritual, sou de Gaia, Cibele, Ísis, energizo minhas pedras com os quatro elementos, temo pela miséria do outro, os incapacitados, os que perderam entes em desastres aéreos, os milhões de animais abatidos todos os dias – talvez não saiba, mas parei de ingeri-los após assistir uma sessão de fotografias sanguinárias -, os que ardem na fila de órgãos, os que sabem da morte prematura. E é isso que faltou em ti, Agatha Salles, com sua beatice obtusa, anti-semita, e faltou também em Alice, que corria corria vivendo unicamente para suas angústias e cigarros franceses. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pardon, ce n'était pas de ma faute.&lt;/span&gt;  pois é, ela tinha um quê de sofreguidão aguçada, por gostar, é claro, inventava mil demônios para encaixa-los às suas escritas e não era surpresa quando os transportava para o real; e o mundo la fora? ‘pára de se limitar, minha rainha, que tal uma temporada no campo? no meio dos trigais? Eu te conto sobre o poder das ervas dos antigos Xamãs, da história dos druidas onde hoje é Inglaterra, dos sacrifícios romanos aos deuses, até mesmo sobre o mito de Perséfone ou Prosérpina, como preferir, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;of course&lt;/span&gt;, tudo como você sempre preferir.’. Mas me queixo sobre a maneira como fui passivo às suas causas, aos seus quereres. - Ágatha não vire o rosto enquanto cito Alice e nossa repentina paixão -; e fui passivo e os quereres e Alice Alice e pronto; eu que desembestei da cabeça aos pés desde o dia em que a conheci. Passei meses sem dirigir uma palavra sequer ao Cosmos, sem chocar-me com a frieza de Sebastião Salgado, sem insistir naquela obra de Gandhi a qual eu tanto quis ler. Agora pára. Pára com essa cara, pelos deuses! Estou tentando lhe dizer que não voltei para me desculpar pelos trilhos que saíram de rota nesses últimos tempos, nem falar-lhe que te amo como antes, não amo. mas vigiarei essas tuas andanças, essa tua mente ainda lacrada; jurei a seu pai palavra de homem como soldado de guerra! Mulher, eu sei que não sabias disso mas acontece que minhas missões são muitas, meus caminhos vastos, minhas memórias tesouro e meu coração? Ah...  extremamente estupidamente sortudamente preenchido de ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-2333827737040140147?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2333827737040140147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/2333827737040140147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2010/01/nao-agatha-nao-insista-eu-nao-abandonei.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__piv7vehb-Y/S2J51ZTOLAI/AAAAAAAAAFM/yK7AxqYQ8Rw/s72-c/Schiele.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-3264612413160483369</id><published>2009-06-14T13:09:00.001-07:00</published><updated>2009-06-14T13:42:01.842-07:00</updated><title type='text'>E foi basicamente assim que aconteceu.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era o décimo segundo dia de Março quando ocorreu certa transfiguração. Prosas suaves já não bastariam, nem os desenhos daquele rosto, nem as fotografias de horas escorridas. A menina decidiu manter-se inerte, e a partir da primeira fagulha ela estaria pronta: transformar aquela a quem tanto se habituou num algo-qualquer e personifica-la até a alma. Ainda existia amor, mas um amor meio picado e desarmônico.&lt;br /&gt;Pegou um lápis roído e escreveu um parágrafo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Aquela árvore doou seu último fruto ao solo e iniciava agora seu estranho processo de sequidão, enrugando-se por inteira, dia após dia, hora após hora. Voltou-se para dentro de suas entranhas e viu-se forçada a viver e CONviver.&lt;br /&gt;Permaneceria muda, estática e decidida a selar um pacto qualquer com a vida ...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais encantos, o impressionismo já não imperava, as flores perdiam suas pétalas. As horas derramavam-se no chão, vermelhas como vinho tinto, e embebedavam lentamente a velha lírica.&lt;br /&gt;O estado de graça outrora vivido foi abortado aos poucos, e não houve outra opção senão aceitar, como uma mãe que aceita o desmazelo de um filho.&lt;br /&gt;Ainda em sua escrivaninha, a menina apertava os olhos agora com mais força e tentava produzir algo que não saía. Seu globo ocular resguardava segredos embelezados, e estes foram extintos. Seu querer mergulhava no imensurável, e este se dissipara.&lt;br /&gt;E nada pior do que assistir. Assistir a olhos nus a queda daquela mulher na pior das escuridões, uma escuridão estarrecedora, tal qual como a de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi basicamente assim que ocorreu, porque Ela inegavelmente tinha a vida desprovida de digressões, já veio ao mundo seguindo pegadas e ignorando os curvilíneos. Sua passagem pela terra encontrava-se sempre em 180º graus, reta, insípida, tudo apaziguado e refratado num só ponto: sua completa submissão à linearidade do tempo.&lt;br /&gt;Eram tempos de miséria; misérias em todos os seus planos, gestos e palavras.&lt;br /&gt;Para ela, o mundo já não girava. Nada a fazer senão continuar persistindo na existência da carne. E assim o fez, e de maneira mais melodramática possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deveria chegar ao trabalho por volta das 07:30 horas, estacionar seu carro, passar pelo hall de entrada e dirigir-se à sala superior. Não esperaria encontrar ninguém, na verdade, não desejaria encontrar ninguém.&lt;br /&gt;Ela era do tipo que não se atrasava, muito menos quando se tratava de suas responsabilidades. Causaria-lhe certo desconforto íntimo se o grupo percebesse seus meros 4 minutos e meio de atraso.&lt;br /&gt;Ao entrar e ver a sala cheia, lembraria num ímpeto dos minutos adiantados do seu relógio e respiraria com mais tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Bom dia.” – Ela diria num tom morno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns a responderiam de forma automática, outros nem sequer olhariam, não por desgosto, mas por não estarem atentos àquela vaga presença.&lt;br /&gt;Ao vê-la, dois garotos viriam ao seu encontro no mesmo segundo, a abraçariam. Depois de deixar escapar um “oi, meninos” sem empolgação e abrir um sorriso forçado, mergulharia em arrependimentos, sabendo que devia ter os abraçado com mais força, olhado mais nos olhos e falado de saudades, afinal fazia meses que não os via. Mas não, transformaria aquele espaço de tempo em silêncio, mesmo sabendo que causaria má impressão em ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ta tudo bem? – Não se conteria um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas inundada num mesmo ar de indiferença, Ela somente olharia pra baixo fingindo procurar um objeto inexistente sobre a mesa, enrolando-se em meia dúzia de palavras que nem ela mesma compreenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho que ir, meninos. Estou mega atrasada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de não ter respondido a pergunta deixaria o menino de cabelos loiros abismado pelo resto do dia, e apesar de já estar acostumado com seus indícios de insanidade, assustava-se cada vez mais à proporção que o tempo passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a inútil tentativa de fuga, a onda de receio tomaria a mulher outra vez. Sentia ciúmes quando via tais garotos de tamanha afinidade com sua irmã, rindo, sussurrando. Desejava sentir o calor daquela proximidade também, mas nunca ultrapassava o limiar de suas relações, tanto amigáveis quanto amorosas. Talvez carregasse mesmo uma divergência com a sociedade, mas como sempre, preferia acreditar que ela é quem era digna de habitar o mundo, não os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao descer as escadas, ficaria incrédula ao perceber que aquele tipo de querer estivesse mesmo remexendo-se no seu interior. Queria paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“Bom dia!” – Diria ela entrando em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sua voz teria um tom diferente, empolgado, como se tivesse engolido a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Bom dia!!!” – responderia a turma em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abram o caderno que já vou começar a aula corrigindo os deveres pendentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem mais nem menos, encostaria a palma das mãos no mármore frio da parede, o ambiente perdendo as cores, os dedos ficando dormentes, os alunos fazendo algazarra.&lt;br /&gt;Como seria nomeado aquilo senão uma anestesia de alma? O ocorrido seria o revés de um êxtase em profunda reflexão. Eu já fui Agatha Salles, ela insistiria em pensar. Não sei mais quem sou, ousaria confessar.&lt;br /&gt;Depois da morte de sua avó, não teria mais respaldos em vida, mesmo que um qualquer abrisse a boca para dizer pela milésima vez “ isso é questão de tempo”. Que se danasse o tempo, ela mesma, o próximo.&lt;br /&gt;Todo aquele peso que Ela sentia era proveniente da psico-massa que seu corpo carregava. Se fosse preciso, hoje, evitaria novamente os dois meninos, autorizaria a baderna dos alunos, morreria asfixiada naquele halo de desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, você não vai corrigir, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela já não escutaria. Estava mesmo desaparecendo do mundo, encolhendo-se toda, quase por sumir. Não era mais ela quem vivia, era somente o projeto, um esboço de vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-3264612413160483369?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3264612413160483369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/3264612413160483369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2009/06/era-o-decimo-segundo-dia-de-marco.html' title='E foi basicamente assim que aconteceu.'/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-8482404021488237856</id><published>2009-06-06T13:38:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T13:22:32.865-07:00</updated><title type='text'>Era basicamente assim que acontecia.</title><content type='html'>Era basicamente assim que acontecia. Dia pós dia, ano pós ano. Porque Ela e rotina são aptidões paralelamente encaixáveis, até mesmo suas expressões e ideais, ambos rotineiros. Tudo vivenciado graciosamente. Tudo realizado às amarras de uma algema delicadamente invisível aos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a outra, coitada. Ludibriada, intumescida, queria vê-la a partir de seu prisma humano. Cansou de vez daquele velho pedestal em que punha sua menina, sua mulher, sua amada, sua sabe-se-lá-o-quê, porém sua, e o pronome era este mesmo. Havia tempo em que resolvera aceitar, em deixar os olhos escorregarem onde levava o instinto, em seguir o cheiro que lhe agradasse às narinas. Não tem jeito – confidenciava toda envergonhada.&lt;br /&gt;Mas, como já dito, havia anos. Então deixou de poetizar e enredar suas escritas, deixou de suspirar ao imaginar sua bela em um cenário qualquer. Agora, o que ela queria era assistir, somente assistir, como um cinéfilo na primeira fila da sala escura.&lt;br /&gt;Não se sentia mais estranha, sabia lidar. Queria talvez embebedar-se de realidade. Custava? O que a Outra fazia, sentia ou pensava enquanto comia? Qual era a cor dos Seus sonhos? A força de Seus dedos?&lt;br /&gt;Naqueles tempos, o impressionismo imperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ela deveria chegar em sua casa, nas Laranjeiras, lá pelas 17:45, 17:50 toda apressada para um não-sei-o-quê. Deveria por as chaves do carro- um celta preto - sobre a mesa de mogno da sala, entrar no estreito corredor e virar a primeira esquerda, sentar em sua cama velha, porem macia, despindo-se toda, largar sua bolsa cuidadosamente na mesinha lateral, reclamando qualquer coisa com sua irmã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você sempre entra no banheiro quando eu chego do trabalho e sabe que vou entrar? Que inferno, Angélica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que você sempre vem de grosseria comigo? Eu não sou sua filha, não! Não sou obrigada a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah...Ta, ta! Toma logo esse seu banho e vai sair com aquele merda. – Mencionaria ela em baixo tom, quase inaudível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Ela pensaria em ligar a TV, mas acabaria fincando na idéia de ainda não ter tido filhos aquela idade, bobagem, são apenas 29. Ficaria paralisada por instantes, estaginho pensativo de nada. O mundo estava sempre perdido demais e ela sempre certa e racional demais para o mundo.&lt;br /&gt;Filhos, família, marido, cama. Evitaria pensar em tal cousa, já que inúmeras vezes isso a levara a pensar em suas curiosidades sexuais.&lt;br /&gt;Ao ir conversando com a mãe, já prepararia de maneira inconsciente alguns blocos de provas a serem corrigidos, os quais em sua concepção, já estariam super atrasados e olharia entorpecida para o sonho de valsa deixado sobre o móvel da sala. O último bombom da caixa presenteada por um aluno chato. Preferiria se fosse serenata do amor, mas não lhe custaria comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a vó surgiria na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovó, já tomou o remédio da senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até mesmo o &amp;amp;%*$ ?? – Ela nunca aprendera a pronunciar o nome de tal remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela certamente levantaria da cadeira com seu jeito preocupado e iria na cozinha verificar se as cápsulas teriam sido realmente consumidas. Algo irreal, parecido com medo invadiria outra vez sua mente... Sua avó...Não duraria muito. Justo ela, com quem partilhara suas experiências e afetuosidades, muito mais do que com seus próprios pais e irmã. As avós dos vizinhos, inúteis velhacas definhando; a sua, imortalidade deusal – Ela fingia acreditar. Mas logo ergueria sua cabeça frígida, dando continuidade àquele estribilho estonteante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já saí do banho!- Certamente gritaria a outra, passando pelo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de escorregar o olho na bula do remédio e perceber que sua visão era inda mediana, a largaria no mesmo lugar e olharia sem rumo para o chão... “ éééé.....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ducha a esperaria. Quente, bem quente. E imaginando poder ser ao som de Edith Piaf... Mas inútil, tudo inútil... Afinal, amanhã voltaria à labuta de todos os dias.&lt;br /&gt;E alem do mais, como ela poderia esquecer! Ela era pura rotina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-8482404021488237856?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/8482404021488237856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/8482404021488237856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2009/06/uma-prosa-uma-intertextualidade.html' title='Era basicamente assim que acontecia.'/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2579401941499977829.post-6874185214431049568</id><published>2009-04-27T19:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T20:43:52.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aquela rosa branca...&lt;br /&gt;Nada de clamores vãos, ele ouviu meu chamado.&lt;br /&gt;Eu que lhe pedi nada mais que a continuação de uma vida, quase nada. E eis que ele destrói o âmago desta vida, trazendo-me verdades.&lt;br /&gt;Posso narrar o ocorrido, pois bem.&lt;br /&gt;Ele recebeu meus deleites com as mãos rígidas de um Júpiter irado e subiu aos céus flamejando vontades. Não suportava mais adiar. E finalmente conseguiu o que queria.&lt;br /&gt;Arrancou de Prosérpina a escuridão dos submundos, a angustia das almas do umbral e a lassidão de corpos escravos. E a tudo isso deu logo um destino – às mãos de sua filha a quem tanto zela, a quem tanto ama, a quem tanto concebe.&lt;br /&gt;“E foi por amor!” - Ele diz para todo o Olimpo ouvir.&lt;br /&gt;“E foi por amor!” - Ele insiste. Pois sabe afinal, que seus anos Terrenos lhe deram sabedoria, e apesar das circunstâncias, teve que viver uma vida inteira para descobrir que o Éden se encontra embaixo do último círculo do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela saltou no abismo, e de lá, triunfará.” – Diz os ecos enquanto durmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que há meses não ouso a rabiscar sequer um rascunho. Nem crônicas, nem frases, nem idéias vagas no papel higiênico como já bem fiz. Até o antigo manuscrito na última gaveta estacionou na página 30 - Nem prólogo tem.&lt;br /&gt;Começo a achar que o metabolismo do meu corpo suplanta o da minha mente. Afinal, estive em tantos lugares ao longo desses dias. Minhas pegadas estão do Centro do Rio de Janeiro à Hollywood Boulevard.&lt;br /&gt;Preciso de combustível. Desses com gosto nostálgico e força de ônix, como aquele que consegui levando um papo furado sentada no chão.&lt;br /&gt;Chega.&lt;br /&gt;Só não me peçam isso.&lt;br /&gt;Não me peçam clareza. Completude aqui não há. Já vos disse que só golfo excessos. Sobre minha vida e as palavras eu faço ora um canto, ora um conto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2579401941499977829-6874185214431049568?l=devaneiosaparte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/6874185214431049568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2579401941499977829/posts/default/6874185214431049568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosaparte.blogspot.com/2009/04/aquela-rosa-branca.html' title=''/><author><name>Tainara Santuchi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10477450612124055314</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-4Uc2PRZEdXY/TkNaFSnlsvI/AAAAAAAAAIs/k3546ztueIA/s220/eubah.JPG'/></author></entry></feed>
